Sobre o trabalho levado a efeito pela rede Globo de Televisão, no programa Linha Direta, apresentado pelo jornalista Domingos Meireles, foram selecionados sete crimes de grande repercussão na imprensa e, consequentemente, na sociedade brasileira. O crime da mala, O caso dos irmãos Naves, O crime de Sacopã, A fera da Penha, Dana de Teffé, Caso do Chico Picadinho e O mistério do desaparecimento de Carlinhos, onde procurou retratar traços do comportamento humano, ao tempo em que, de forma romanceada revela ineficiências e influências nas esferas policiais e judiciárias no Brasil; a fragilidade e incompetência do ‘modus operandi’ dessas instituições, levando a uma reflexão sobre a necessidade de mudanças nos ritos investigatórios, processuais e de execuções penais.
'O seio virginal, que a mão recata, / Embalde o prende a mão...cresce, flutua... / Sonha a moça ao relento...Além na rua / Preludia um violão na serenata!...' - Castro Alves.
27 de maio de 2014
CRIMES QUE ABALARAM O BRASIL / organização George Moura e Flávio Araújo, reportagens de Marcelo Faria de Barros e Wilson Aquino: - Editora Globo, 2007.
Sobre o trabalho levado a efeito pela rede Globo de Televisão, no programa Linha Direta, apresentado pelo jornalista Domingos Meireles, foram selecionados sete crimes de grande repercussão na imprensa e, consequentemente, na sociedade brasileira. O crime da mala, O caso dos irmãos Naves, O crime de Sacopã, A fera da Penha, Dana de Teffé, Caso do Chico Picadinho e O mistério do desaparecimento de Carlinhos, onde procurou retratar traços do comportamento humano, ao tempo em que, de forma romanceada revela ineficiências e influências nas esferas policiais e judiciárias no Brasil; a fragilidade e incompetência do ‘modus operandi’ dessas instituições, levando a uma reflexão sobre a necessidade de mudanças nos ritos investigatórios, processuais e de execuções penais.
24 de maio de 2014
CALEIDOSCÓPIO / Sebastião Lázaro Henriques: - Editora Kelps, 1995.
CADEIDOSCÓPIO / Sebastião Lázaro
Henriques: - Editora Kelps, 1995.
Poetar é colocar para fora as angustias,
desditas, amores, menos prazeres e mais dores. Poetar é falar dor alheia como
se fosse sua. Poetar é brincar com as letras na construção de palavras, destas
na construção de frases adornadas de rimas e aliterações. Poetizar é tratar com
sensibilidade, leveza, carícia e delicadeza as coisas do mundo. Na coletânea de poemas que compõe a obra o
autor poetou ao tempo em que poetizou. No momento em que esse gênero literário
vai se distanciando abrindo espaços outras categorias, nos enche de prazer
encontrar alguém que procura fazer das rimas e versos o seu escrevinhar. O
livro me chegou por acaso através de uma participante do Congresso das APAES realizado
neste ano de 2014. Livro lido num só fôlego como diziam os antigos. Uma pequena
mostra do poeta.
FOME
Eu não sei dizer exatamente
A nascente do meu estranho nome
Talvez prá me fazer diferente
Ou talvez, prevendo a minha fome!
Sou Zé Faminto da Silva e Oliveira
Nascido e criado ao norte de “Fartura”
E o engraçado é que a desgraça certeira
Era á única abundante nessa terra dura.
Casei, vieram filhos, filhos e filhos mais
Rosa, Violeta, Rosinha e Margarida
Tantas flores a viver seus finais
Na falta de pão, de esperança e de vida!
E se foi a primeira, a segunda, a terceira
A cantar com a morte a toada da partida
Fiquei só, a esperar a foice ligeira
Do fim, e a agonia de se fazer mais sentida.
Eis que então tomei de meu meio, único, final.
E matei a fada da miséria em meu magro peito
A você que lê meu escrito, não me julgue mal
Eu me fui, somente por não haver mais jeito.
Peçam perdão, por mim, junto aos meus
Fui forte, excedi a força dos Homens
Mas cansei, fui me encontrar com Deus
Assino e me desculpo, Zé Faminto – Agora sem fome!!!
22 de maio de 2014
CURIOSIDADES DE PIRENÓPOLIS / Arivaldo Pereira da Silva: Pirenópolis. Editora Serra Dourada.
O autor faz um registro do que
ele denomina de ‘fatos e história reais’ ocorridos na cidade e no município
entre os anos de 1880 a 1980 escolhidos criteriosamente, onde ao final de cada
um deixa um comentário ressaltando o bom senso e a sabedoria. Deixa de citar os
nomes dos protagonistas alegando questão de ética e evitar ferir
sensibilidades, o que deixou a obra meio que sem tempero. São relatos interessantes,
identificados com o período e o interior do país, dos quais destacaria: Defunto
também fala Remédio para dor de dente, Boiadeiro de galinha, O tempo parou,
Arte culinária, Aposentadoria animal, Botija de ouro, Suicídio por amor,
Incógnita, Falsificaram o m eu produto. Encerra o livro com alguns Provérbios,
Definições e Pensamentos. Um livro singelo, mas que vale pela observação na
folha de rosto: parte da renda comercial deste livro será destinada à Creche
Benedita Ester da Silva e Asilo São Vicente de Paula de Pirenópolis.
Luiz Humberto Carrião.
21 de maio de 2014
VOCÊ É JOVEM, VELHO OU DINOSSAURO? – descubra com este livro / Ignácio Loyola Brandão; ilustrações Camila Mesquita. – São Paulo : Global, 2009.
O livro de Loyola Brandão
descreve o sabor e cheiro da infância da geração SEX. Mas não esse SEX que imediatamente
lhe veio à cabeça - SEX de sexagenária. Na capa uma observação do autor:
‘Testes para saber se sua memória é uma coisa, mas suas lembranças podem ser
outras, mostrado que você é mais jovem, mas também pode ser mais velho do que
se imagina’. Esses testes são dispostos de maneira tal à geração SEX, que orienta
o caminho da lembrança através das ruas, bairros, cidades, estrutura familiar, o
rádio, o surgimento da televisão com seus comerciais, novelas e programas de
auditórios; artistas, jornalistas, cantores, cantoras, bares, boates,
lambretas, carros de luxo como o Simca Chambord; serenatas, brincadeiras dançantes
nas tardes de domingo; moda, comidas e aperitivos, cigarros, enfim, um traço do
que viveu essa geração. A última frase do livro: ‘Acha que este livro poderia
se chamar Those where the Days?’. Imediatamente recorri à dedicatória que
respondia: ‘Carrião, na verdade somos todos vividos. Abraço amigo (rubrica
Ignácio Loyola Brandão) 30/4/14.
Luiz Humberto Carrião
14 de maio de 2014
UTOPIA - o discurso e a prática \ Elder Rocha Lima - Brasília : Verano Editora, 2008.
Dentre os
homenageados na 6ª FLIPIRI - Festa Literária de Pirenópolis - Elder Rocha Lima - arquiteto, pintor, desenhista, crítico de arte, artista gráfico, escritor e
professor. Assim que levei o livro para o autógrafo disse: ”esse foi o meu primeiro livro, não gosto dele”, com
um olhar querendo dizer: escolha outro. Foi então que respondi que o escolhi,
exatamente, por ser o primeiro, toda a pureza de sua alma deverá estar condita
nele. E está. Um livro onde a utopia é admitida, como o próprio autor relata,
“uma proposta de vida alternativa, na qual rompemos com regras e princípios
vigorantes e, mais ainda, se as utopias não são novas regras que forçosamente
devam ser adotadas, são, pelo menos, experiências ou simulacro delas,
merecedoras de estudo e meditação”. O autor ‘navega’ pela Esparta de Licurgo,
República de Platão, Utopia de Thomas Morus, A Cidade do Sol de Campanella;
pelos rotulados de socialistas utópicos, Saint-Simon, Charles Fourier e Robert
Owen; Etienne Cabet, autor de “Viagem a Icária” onde expressa claramente a
influência de Morus; Ebenezer Howard, Le Corbusier, Frank Lloyd Wright que o
autor os enquadra no que chamou de “Utopias Urbanísticas”. “Terra de Eldorado”
que inspirou intelectuais europeus, como Francois Marie-Arouet, conhecido por
Voltaire, a quem o autor faz uma fantástica interpretação de “Cândido e o Otimismo”.
Analisa Palmares como a utopia dos escravos e Canudos como uma utopia
sertaneja. Elder Rocha Lima referencia dois momentos históricos pouco
explorados pela nossa historiografia: A Côlonia Cecília, criada no interior do
Paraná pelo anarquista italiano Giovanni Rossi - agrônomo, musicista e escritor
- autor de um opúsculo, “II Commune in Riva al Mare”, durante o Segundo
Reinado, inclusive, com o incentivo, beneplácito e ajuda de Pedro II, rendido aos encantos da obra de
Rossi. A outra, a República dos Guaranis, 25 páginas de extensa pesquisa sobre
o que considera ser “um dos capítulos mais gloriosos, instigantes e generosos
da história do Brasil”. Sobre as Reduções o autor deixa na p. 88, uma visão
lúcida, histórica, sociológica e antropológica de Darcy Ribeiro: “Essas utopias
se opunham tão cruelmente ao projeto colonial que a guerra se instalou
prontamente entre colonos e sacerdotes. De um lado, o colono, querendo por os
braços índios a produzir o que os enricasse, ajudados por mundanos curas
regulares dispostos a sacramentar a cidade terrena, dando a Deus o que é de
Deus e ao rei o que ele reclamava. Foi um desastre, mesmo onde as missões se
implantaram produtivas e até rentáveis para a própria Coroa - como ocorreu com
as de Sete Povos, no Sul, e ao norte na missão tardia da Amazônia - prevaleceu
a vontade do colono, que via nos índios a força de trabalho de que necessitava
para prosperar”. Um livro didático no discurso e triste na historiografia prática
pelo alto custo pago por aqueles que acreditaram numa possibilidade alternativa
para a vida.
Luiz Humberto Carrião
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